Capa

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Autora

Site da autora

+ Livros da Autora Li:

Cada Casa um Caso

Amor militar, Minha Guerra

Angélica fora do Paraíso

Um coração em guerra

Cap 1: Genealogia do Amor

A mulher se reconhece como tal quando já na infância sente que lhe falta o pênis. Assim Freud definiu o início da percepção sexual feminina. Essa é a visão que por muito tempo os homens que escreveram a história registraram a respeito da construção do feminino. A mulher ficou, assim, concebida como aquela que tem em si a necessidade do preenchimento. Essa concepção inconsciente irá desaguar nos relacionamentos com mútuos acordos de opressão.

Em um quadro geral, os corpos dos homens são brutos, rígidos, protuberantes, secos. Enquanto o das mulheres são curvas, úmidas, delicados. A fisiologia deixa isso claro: o pênis se projeta, enquanto a vagina é interior, escondida. O ideal da força faz alguns homens sentirem que podem sustentar o mundo girando em cima de seus membros rígidos, como fazem os jogadores de basquete com a bola rodopiando sobre o dedo.

O que tudo isso tem a ver com o amor, a que se pretende o livro falar?

Bom, antes de existir a concepção romântica do amor que conhecemos hoje, houve uma época em que as mulheres eram vistas como meras reprodutoras. Milênios de muita ciência e tecnologia avançaram até nós e ainda assim são elas tidas por certos homens machistas como as portadoras da fraqueza dos sentimentos. “Mulher é toda sentimental”, “Mulher chora por tudo”, “Mulher é sensível”.

Mais algumas décadas se transcorrem trazendo uma alteração desse paradigma, já que cada vez mais os homens passaram a admitir que não é falta de masculinidade demonstrar o que sentem.

Se por um lado o século XXI traz à luz a oportunidade do diálogo e a quebra de tabus, por outro, se instaura um “Amor líquido”, como denominou o sociólogo polonês ZYGMUNT BAUMAN. Os laços afetivos se tornaram extremamente frágeis.

Os amigos contam uns para os outros na mesa de bar com quantas “ficaram”, quem “pegou”. O importante não é levantar falsos moralismos. A mudança do vocabulário é a parte superficial do iceberg. Afinal, “flertar”, na época dos nossos pais, é a palavra brega correspondente para “ficar”_ resguardando as proporções sobre o que era permitido dentro do “flerte”.

O objetivo deste livro é avaliar os relacionamentos amorosos humanos e o amor, que nunca é sem intenções, mas com várias, segundas, terceiras, quartas, cem intenções de obter companhia, felicidade e união.

2 Comments:

At 22 de junho de 2007 às 10:01, Anonymous Anônimo said...

olá querida Li!!! Só agora tomei fôlego para começar a ler este seu livro... parece ser bem legal! vou demorar pra ler, porque quero ler com calma! mas em cada capítulo vou deixar um comentário pra vc! bjus

 
At 23 de outubro de 2010 às 09:58, Anonymous Anaazinha said...

Amo os seus livros Li!
beejo

 

Postar um comentário

<< Home